"Sorria 2": É bom?
No filme “Sorria 2” (2024), estrelado por Naomi Scott (Aladdin, As Panteras), o terror volta às telas com o bom e velho jumpscare, que, mesmo previsíveis, garantem alguns sustos eficientes. O enredo desta continuação acompanha Skye, uma popstar decidida a retomar o controle da própria vida após um acidente traumático. Pronta para encarar os palcos depois de um ano de afastamento, ela não imagina que a estreia da sua turnê também marcará o início de um verdadeiro pesadelo.
A narrativa se desdobra com
elementos novos e reviravoltas menos previsíveis do que no primeiro filme,
adicionando ritmo e tensão. No entanto, a tentativa de expandir o universo de “Sorria”
se perde em manter o bom andamento do filme com algumas sequência demoradas e
um jogo de câmera que, honestamente, pode atrapalhar um pouco a experiência do
expectador.
O filme começa seis dias após os
eventos do primeiro filme, retomando a história com o policial Joel, ainda
traumatizado após a morte de Rose. O desfecho de Joel serve de elo para a trama
de Skye, e o desenvolvimento inicial dessa transição é bem trabalhado, criando
uma ponte convincente para o novo capítulo.
Naomi Scott entrega uma atuação
forte e visceral ao retratar a espiral de loucura de Skye, que se intensifica
após testemunhar o suicídio brutal de seu amigo de infância e fornecedor de
remédios, Lewis. Esse acontecimento transforma os dias seguintes de Skye em um
tormento psicológico. Diferente do primeiro filme, “Sorria 2” aposta em
uma atmosfera mais intensa, com mortes gráficas e uma presença sobrenatural
cada vez mais inquietante, causando medo não só pelo que é visto, mas pelo que
se insinua.
Apesar de alguns deslizes, “Sorria
2” é uma sequência com ambição de surpreender, e mesmo com suas
imperfeições, mantém o público envolvido até o desfecho final, que impressiona
e te faz pensar o que está por vir.
Nota da autora: 8,5
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